27 novembro 2010

"Bambus"




Perdi a voz
E quase me sumiu o chão.
O sol em extinção e
as horas se findavam no estacionamento solitário.
Admirava as gotas de chuva
que molhavam o vidro escurecido
e assim iam adquirindo formas exuberantes na imaginação.
-Quantas delas já colidiram ali e ainda assim não se cansavam...
Deslize de pensamentos
E o eco de suas palavras me surpreenderam e 
me conduziram a um bem estar.
Algo fluiu por trás do aconchego da tarde
e você dizia: -É a imagem perfeita.
A chuva a molhar os vidros
O vento ondulando os bambus
O meu rosto refletindo nos teus olhos
Meus olhos intensos e misteriosos
te induziram a acariciar meus cabelos.
Situações e lugares envenenam a alma
venenos que não poderão ser sugados
pois a memória é uma ilha de edição.
E o antídoto? Sei lá...
Talvez o Tempo.
O tempo para armazenar a cor de cada instante
e o cheirinho que vem dos teus sentidos.

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