28 março 2011

My Poeta Platônico...

Meus olhos divagaram confusos e perdidos por cada palavra que compôs essa densa selva de sentido e da falta deles.
Dos dias e do seu silêncio, outras vozes ecoaram nos meus ouvidos,
Vozes que diziam que o seu coração tinha encontrado um porto
Ou que as minhas odes já não te encantam mais, se é que um dia encantaram.
Confesso que ando cansado e perdido
Eu sempre soube o caminho de casa, quando falar contigo era minha casa.
Hoje, sem isso, assim como a você, me falta o sentido.
Carrego dentro de mim um coração cheio de esperanças e de crenças, quase insanas.
Do dia de hoje, como de todos os que se passaram, como pequeno pássaro encontrado ferido e por ti domesticado, esperei o teu afago
A tua atenção, a minha dose diária de vitamina C.
Mas como cuidador que, vendo que está curado, quer devolver esse passarinho ao seu habitat natural, você foi me tirando as regalias, os benefícios, a atenção... ...por querer, ou não.
Sobrevoar todo dia ao mesmo lugar, onde outrora te encontrava,
E agora não mais te encontrar,
Faz-me olhar para dentro de mim mesmo, e perceber que a felicidade não é minha, que eu sozinho não tenho pólvora e tampouco fogo para provocar a explosão de vida que o teu riso fazia...
Quisera eu pudesse entender os porquês...
Primeiro, porque você...
Segundo, porque tão forte...
Terceiro, porque não pode...
Depois de um tempo de silencio e escuridão
Suas palavras chegam as minhas mãos
Para os olhos, me saltou o coração.
E ele batia no compasso do que eu lia
Muito foi dito, quase nada compreendido.
Não pela falta de sentido, afinal eles sobram,
Todavia pela cegueira instinto reflexiva diante da noticia da perda.
Com certeza, permaneço submerso do mar das incertezas.
Porém, continuarei voando para cá,
Esperando que um dia, te veja voltar...



p.s. (Resposta a um texto recebido de um certo alguém... palavras do my poeta platônico- Iago Montecchio.)

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